Meu primeiro passo após decidir fazer um intercâmbio foi
escolher para qual escola de inglês iria. Usei a técnica dos 5W2H (a seguir)
para estruturar quais informações eram necessárias para a tomada de decisão.
- O quê? (What): Estudar inglês no exterior! Acredite, pode sair mais barato do que pagar um curso de inglês no Brasil durante vários anos. O ritmo é totalmente diferente, e você estará imerso na vivência da língua. Se realmente se empenhar, o ritmo de aprendizado poderá ser incrivelmente mais rápido do que estando no Brasil, e ainda vai ter a oportunidade de conhecer uma cultura diferente, ou várias, pois conviverá com gente do mundo todo. Sua visão de mundo nunca mais será a mesma, e isso, com clichê e tudo, não tem preço.
- Por quê? (Why): É importante saber qual é seu objetivo, para quê você precisará do inglês, como está seu nível (há diversos testes de nivelamento online) e que aspectos você quer aperfeiçoar. Você precisa do inglês para o trabalho? Quer aproveitar as férias para aprender um pouco mais? Quer começar do zero e sair falando? Quer cursar universidade ou colégio num país de língua inglesa, e para isso necessita fazer oTOEFL? Estar ciente disso vai ajudar a determinar que tipo de curso escolher.
- Onde? (Where): Essa é uma das escolhas mais divertidas. Você prefere cidade grande ou pequena? Agitada ou calma? Perto do mar? Perto do campo? As primeiras cidades que vêm à mente ao escolher onde estudar inglês são Nova York e Londres, mas existem inúmeras opções. Uma amiga estudou na Cidade do Cabo (África do Sul) e adorou. Outra estudou em Brighton (Inglaterra), que fica a cerca de 1 hora de Londres, mas é tranqüila, e também achou ótimo. Imagino que ir para a Austrália também deve ser demais. É importante levar em conta também, além do seu estilo, o custo de vida na cidade escolhida e o clima durante o tempo em que você estará lá.
- Quando? (When): Saber quando você quer começar a estudar é importante para definir quando precisará colocar os planos em ação. Se você vai para uma cidade “concorrida”, como Londres e Nova York, é preciso começar com uns bons meses de antecedência, para garantir vaga na escola, acomodação, passar pelo processo de visto (se for o caso) e comprar passagem. Eu comecei com uns quatro meses de antecedência quando fui para Londres e cinco meses para Nova York. Lembre-se que os períodos de férias escolares (principalmente no Brasil) são mais concorridos (apesar de que fora do período de férias também vai haver muitos brasileiros estudando em quase qualquer lugar. Nós estamos em toda parte).
- Quem? (Who): Óbvio que quem vai fazer o curso é você, mas quem vai pagar por ele? Essa pergunta é importante... Outra dica é não ir fazer o curso com seu melhor amigo: vocês vão acabar saindo sempre juntos e falando português o tempo todo, e esse não é o objetivo. Vá sozinho(a).
- Como? (How): Aqui é importante pesquisar os tipos de curso que as escolas oferecem e ver qual corresponde às suas necessidades. A escola em que estou estudando oferece um curso geral, que é o curso “normal”, com 20 horas por semana, (esse é o que eu escolhi, um curso intensivo, para quem tem mais pressa ou menos tempo, um curso de inglês para negócios (Business English) e um preparatório para o TOEFL. Outro ponto importante é definir se você quer trabalhar durante o período de estudos ou não. Alguns países (como Irlanda) são mais flexíveis e permitem que o estudante tenha um emprego de meio período, outros, como os Estados Unidos, não permitem nenhum tipo de atividade remunerada.
- Quanto? (How much): Pergunta crucial, que vale uma postagem específica, a seguir. É necessário somar os custos da escola, passagem, visto, acomodação (que também vale outra postagem) e custo de vida.
Agência de intercâmbio?
Na primeira vez que fiz um curso de inglês no exterior, que
foi em Londres, fiz o processo através de uma agência de intercâmbio. Nunca
tinha viajado para o exterior, e queria me sentir segura em relação ao processo
de matrícula na escola e à acomodação. Para escolher a agência, fiz uma
pesquisa pela internet, fiz orçamentos online com as agências que tinham essa
opção, e depois fui visitar duas delas. Pesquisar vale a pena, porque as
diferenças de preço são gigantes. É claro também que os preços dependem da
“qualidade” da escola e do tipo de acomodação que você escolher. No final
escolhi a World Study, que me apresentou um preço intermediário, mas que
tinha bons comentários de ex-intercambistas. Deu tudo certo e fiquei
satisfeita. Já da segunda vez, para Nova York, procurei uma agência para ter
uma idéia do que esperar, mas vi que podia fazer o processo sozinha,
diretamente com a escola, e assim o fiz. A principal vantagem para mim, naquele
momento, era que, fazendo a matrícula diretamente com a escola, eu faria o
pagamento direto para ela, através do banco, com a cotação do dólar menor do
que a cotação oferecida pela agência. Como faria 5 meses de aula, os centavos a
menos na cotação fizeram diferença. Como se tratava de uma escola muito
conhecida, recomendada por um amigo, me senti mais segura. Se não for esse o seu caso, pode valer a pena pagar pela facilidade da agência.



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